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Trecho: E não são só ética animal e armagedon biológico os assuntos que o filme põe em debate. Falei lá no começo deste texto e retomo aqui: o grito de César – NO! – é o grito contra a opressão e pela liberdade, e isso serve também, mais que perfeitamente, para os humanos oprimidos. Quem não gostaria de gritar um NO!…
- aos militares “superiores” que incitam os soldados do quartel a uma vida de privações de direitos, humilhação moral, obediência cega forçada e uso de máquinas de matar?- ao Estado brasileiro, que ainda obriga os jovens rapazes de 18 anos a se alistar nas famigeradas forças armadas?
- aos patrões das empreiteiras das faraônicas construções desenvolvimentistas brasileiras, que pagam muito mal os operários e lhes impõem uma jornada de trabalho ilegalmente comprida e pouco salubre?
- a quem nos “ensina” que a vida “é assim mesmo”, que as desigualdades sociais e a opressão são problemas que nunca vão ser resolvidos?
- ao pastor que diz que, se o fiel não doar o dízimo, irá para o inferno?
- aos machistas que querem ditar como as mulheres devem viver e o que elas devem vestir?
- aos religiosos que querem impor aos LGBT uma orientação sexual que não é própria deles e os ameaçam de inferno só porque amam pessoas do mesmo sexo?
- aos Kadafis, Mubaraks, Sauds, Netanyahus e Partidos “Comunistas” Chineses da vida? (nos dos primeiros casos, o povo já gritou o NO! de César)?
- a quem nos diz que o capitalismo é eterno e tudo o que podemos fazer é nos conformarmos com toda a opressão que ele causa?
- a quem tenta nos empurrar goela adentro obras antidemocráticas como Belo Monte e o desmatamento do mangue de Suape?
entre tantos outros que tentam mandar na nossa vida nos impondo ideologias e praxes opressivas.
E...assistam o filme e reflitam...minha vontade era levantar na sala de cinema e convidar todos que ali estavam à uma reflexão sincera e sem paradigmas.
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